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nostalgia para os tempos presentes

Tuesday, June 17, 2008

nocturno

Friday, June 6, 2008

fim de tarde

Sunday, June 1, 2008

olhos de água

Sunday, February 10, 2008

nostalgia para os tempos presentes
nostalgie pour les temps présents




todos os segredos arrastados por ventos de palavras
sofrimentos e e ameaças surdas nas paisagens improváveis

suspensas nas incertezas de olhares
perdidos em mentiras sublimes por caminhos irreconhecíveis
entregues à escuridão de fáceis alegrias


parado o tempo nas escritas brancas dos clavicórdios

quando o mundo
gira na leveza dos esquecimentos orquestrados

sem noite nem palavras
um pouco mais que reconhecíveis

das que não se dizem à mesa dos cafés

Thursday, January 10, 2008

assim se libertam perfumes do mal pelo mundo...
ainsi se répendent les parfums du mal de par le monde...


...como perfumes escapados de todos os seus "fiascos"


borboletas efémeras batem as asas em redor de pântanos


de esquecimentos eternos e imensos


um paciente deserto de palavras


de fascínios indecisos e agitações inúteis


não quero abrir a porta porque as cidades estão en chamas

os homens perderam-se nas estradas

e o eco duma voz atravessa os dias sem fulgor



traduction:

... comme parfums échappés de tous leurs "fiascos"
papillons éphémères voltigent au tour des marais d'oublis éternels et immenses
un patient désert de paroles
de fascinations indécises et agitations inutiles

je ne veux pas ouvir les portes parce que les villes sont en flâmes
les hommes se sont égarés sur les routes
et l'écho d'une voix traverse les jours sans éclat

e-ko t.al.maat

suivre discussion et échange sur la sensualité... seguir a troca de ideias e a desgarrada de imagens... ici... aqui...



Friday, December 28, 2007

no sorriso brilhante das esfinges



Espera Incorruptível

espuma eterna das estrelas
visível por entre os ramos nus do inverno

a luz chegou hoje ao fim da tarde
para se apagar no desespero das auroras
manchadas de noturnos por mãos dementes
em acordes lascivos de véus dilacerados

morrendo-se em inadiáveis silêncios iluminados

afogada nos dias sem fulgor
percorrendo as sendas dos centauros
e o sorriso opaco das esfinges

eterna a feroz dor dos desacordes

e-ko
t.al.mat


Tuesday, December 25, 2007